Would like to experience this page at its best? Please, open it on another browser.
Internet Explorer does not support the technology we are using.

“Onde estão os religiosos, há alegria” Papa Francisco

A vida religiosa é o coração pulsante da Igreja e afecta a vida de muitos em todo o mundo. As mulheres extraordinárias que abraçam o Evangelho e respondem ao chamamento para ir e “proclamai o Evangelho a toda a criatura” (Mc 16, 15) são testemunhas do sublime e infinito amor de Deus. Do Cazaquistão ao Peru, da Síria ao Ruanda, elas fazem-no graças ao mesmo Espírito que inspira, o mesmo Evangelho que é vivido e anunciado, o mesmo Jesus que está presente nos pequeninos. As Irmãs são as testemunhas vivas do amor de Deus, mas precisam das nossas orações e apoio financeiro para a sua missão. Seja parte da história delas!

Religiosas no mundo

Mais de 600 mil mulheres decidiram entregar a sua vida totalmente a Deus na oração e no serviço ao próximo.

*De acordo com as estatísticas da Igreja de 2017

Galeria

1 em cada 60 Religiosas em todo o mundo foi apoiada pela AIS em 2018

A AIS apoia as Religiosas em todo o mundo para permitir que continuem a sua missão e isso só é possível graças a si.

Em 2018 a AIS apoiou

Testemunhos

“Numa sociedade marcada pelo conflito, a convivência difícil entre culturas diversas, a prepotência sobre os mais fracos, as desigualdades, somos chamados a oferecer um modelo concreto de comunidade que, mediante o reconhecimento da dignidade de cada pessoa e a partilha do dom que cada um é portador, permita viver relações fraternas.”

Papa Francisco

Texto da Carta Apostólica às Pessoas Consagradas

O Papa Francisco recebe uma vela dos benfeitores da AIS pelas mãos da Ir. Annie Demerjian de Alepo, Síria (1 Dezembro 2018).

O Papa Francisco recebe uma vela dos benfeitores da AIS pelas mãos da Ir. Annie Demerjian de Alepo, Síria (1 Dezembro 2018).

“Numa sociedade marcada pelo conflito, a convivência difícil entre culturas diversas, a prepotência sobre os mais fracos, as desigualdades, somos chamados a oferecer um modelo concreto de comunidade que, mediante o reconhecimento da dignidade de cada pessoa e a partilha do dom que cada um é portador, permita viver relações fraternas.”

Papa Francisco

Texto da Carta Apostólica às Pessoas Consagradas

“Convido a todos, juntos com a Fundação AIS, a fazer em todo o mundo uma obra de misericórdia.”

Contacto

Fundação AIS
Ajuda à Igreja Que Sofre
Rua Prof. Orlando Ribeiro, 5 D, 1600-796
Lisboa, Portugal
Tel: +351 217544000

Como uma Fundação Pontifícia, a Fundação AIS pode agir em nome da Igreja.

Copyright: ACN Aid to the Church in Need International
ACN – Aid to the Church in Need gGmbH, HRB 8446 is non-profit organization officially registered in Germany and audited internationally by KPMG.

Irmã Samia Syiej / Síria

Congregação dos Sagrados Corações de Jesus e Maria

© ACN

Comunidade

Sister Samia Syiej - Syria

A congregação dos Sagrados Corações de Jesus e Maria foi criada em 1874, no Líbano. Contudo, as suas origens remontam à década de 1850, altura em que os missionários jesuítas estavam a evangelizar o país. Anteriormente, a vida religiosa feminina no Oriente estava associada a conventos de clausura. No entanto, as Irmãs dos Sagrados Corações de Jesus e Maria são activas nas suas comunidades locais. A congregação está presente na Síria, no Líbano, em Marrocos, na Argélia e no Chade. A sua vocação é “estar no mundo dando testemunho de Jesus Cristo para aqueles que crêem em Deus e também para os que não crêem”. Para dar testemunho da fé, as Irmãs da congregação procuram Magis, Majorem Dei Gloriam: para maior glória de Deus. “Eu escolhi entrar na congregação porque ela está ao serviço das pessoas. Cada pequena acção que fazemos é para maior glória de Deus. Uma das irmãs da minha comunidade costuma dizer que temos de servir Cristo nos outros com humildade até não haver mais nada de nós e tudo o que resta ser Ele”.

Vocação

Sister Samia Syiej - Syria

“Eu entendi o meu chamamento para a vida religiosa muito cedo”, recorda a Irmã Samia Jreij. Nasceu e cresceu em Uzeir, uma aldeia árabe na parte norte de Israel. A família era cristã e muito empenhada na Igreja. “Foi a minha mãe que me ensinou a rezar. Foi também ela que me ensinou o amor a Jesus”, contou. “A casa onde cresci era perto de uma igreja. Lembro-me que podíamos ouvir os sinos”, acrescentou. Quando era pequena, a Irmã Samia costumava passar muito tempo na igreja: “Entrei na congregação dos Sagrados Corações de Jesus e Maria no ano 2000. Lembro-me das palavras do meu pai quando lhe contei a minha decisão de abraçar a vida religiosa. Ele disse: “Como sou abençoado por apresentar um dos frutos da minha própria carne e sangue a Deus. A tua vocação é um dom de Deus.” As suas palavras estavam cheias de fé e ainda ressoam no meu coração.”

Irmã Mary Colum Tarawali / Serra Leoa

Congregação das Missionárias Clarissas do Santíssimo Sacramento

© ACN

Comunidade

Sister Mary Colum Tarawali

“Missionária por excelência” é o carisma das Missionárias Clarissas do Santíssimo Sacramento. Estão presentes em 15 países do mundo como congregação missionária: México, Japão, EUA, Serra Leoa, Indonésia, Itália, Irlanda, Espanha, Costa Rica, Nigéria, Coreia, Índia, Rússia, Argentina e Vietname. As Irmãs chegaram à Nigéria na década de 70, logo após a guerra civil que devastou o país. Alguns anos depois, quando as Irmãs chegaram à Serra Leoa, a educação era proibida às meninas. Elas começaram uma campanha para aumentar a conscientização sobre a importância da educação. Construíram escolas e ateliers para ensinar às meninas trabalhos manuais que lhes poderiam ser úteis como fonte de rendimento.

Irmã Mari Graciana / Peru

Congregação Missionárias de Jesus Verbo e Vítima

© ACN

Missão

Sister Mari Graciana

“Acredito que Deus nos deu um coração maior do que o de qualquer mãe”, disse a Irmã Mari. Todos os dias, ela e outra irmã percorrem longas distâncias para visitar as famílias da sua diocese no Peru. “Às vezes deparamo-nos com muita infelicidade nas famílias, a nossa visita consola-os e eles dizem que se sentem abençoados porque dedicámos um pouco do nosso tempo para estar com eles. Às sextas-feiras, levamos a Sagrada Comunhão aos idosos. É um momento especial. A maioria tem mobilidade reduzida e lembram-se de poder ir à igreja sozinhos. Costumo responder: “Agora não precisa. O seu Amigo veio visitá-lo. Conhece-O? Sim. Jesus veio até si!” acrescentou a Irmã Mari alegremente. Além de visitar os idosos, também cuida dos adolescentes. “Lembro-me que um dia um adolescente fez uma travessura. Chamei-o e repreendi-o: “O que fizeste está errado. Eu gosto muito de ti, mas não vou permitir que voltes a fazer isso…“. Ele olhou para mim e perguntou: “Madre, gosta mesmo de mim?” Isso tocou-me. Fez-me perceber quão importante é demonstrar afecto, porque muitas vezes não o recebem das suas famílias”.

Comunidade

Sister Mari Graciana

Fundada pelo Mons. Federico Kaiser, em 1961, no Peru, a congregação Missionárias de Jesus Verbo e Vítima está presente na América Latina. A sua missão é o trabalho pastoral principalmente nas zonas remotas. “Lutamos contra os inimigos mais terríveis da humanidade: a ignorância e o pecado. Eles ganharam muito terreno porque as pessoas não têm líderes espirituais”, define a sua missão. O apostolado das Irmãs faz-se em lugares onde não há sacerdote. Oferecem conforto espiritual aos que sofrem, pregam a Palavra do Senhor e ensinam o Catecismo. “Soube que pertencia a esta congregação quando as Irmãs me explicaram a sua missão e carisma. Elas descreveram-me o seu trabalho e actividades pastorais. Desde o início que senti no meu coração que o meu lugar era com elas. Visitamos as famílias nas suas casas, diariamente. Em ocasiões especiais, por exemplo na festa do seu padroeiro, visitamos as aldeias”.

Vocação

Sister Mari Graciana

“Lembro-me quando tinha 13 anos e a minha professora me perguntou: ‘Alguma vez pensaste em ser religiosa?’ Na verdade, até àquele momento nunca tinha pensado nisso. Depois, comecei a pensar muito”, contou a Irmã Mari Graciana. “Passei muitas horas diante do Santíssimo Sacramento, perguntando a Nosso Senhor o que queria de mim. Embora eu rezasse mais do que as outras meninas da minha idade, não achava que fosse diferente delas”, acrescenta. Quando era criança, a Irmã Mari frequentava uma escola católica de religiosas e cresceu numa família católica que lhe ensinou os valores cristãos. No momento em que ela teve a certeza sobre a sua vocação, a mãe deu-lhe muito apoio. “Ela disse que não havia vida mais bonita do que estar junto de Deus. Desde o início que a minha mãe ficou feliz e em paz, sabendo que eu tinha feito a escolha certa”.

Irmã Rita Kurochkina / Cazaquistão

Congregação das Irmãs da Imaculada Conceição da Bem-Aventurada Virgem Maria

© ACN

Missão

A Irmã Rita vive e trabalha na casa de Santa Clara, em Kapshagay, Cazaquistão. Aí ela e duas outras irmãs orientam um orfanato. Actualmente, cuidam de 18 crianças oriundas de famílias disfuncionais. Muitas delas sofreram violência, fugiram de casa e acabaram por tornar-se sem-abrigo. “Originalmente, viemos de famílias diferentes, mas Deus juntou-nos e agora somos uma família. Estamos sempre com as nossas crianças, 24 horas por dia, sete dias por semana. Fazemos tudo o que uma mãe faria em casa”, disse a Irmã Rita. As religiosas preparam as refeições, lavam a roupa, levam as crianças ao jardim de infância, à escola e às actividades extracurriculares, ajudam-nas com os trabalhos de casa, partilham com elas as tarefas domésticas para lhes ensinar a ser responsáveis e, claro, rezam juntas. “Cada dia com as nossas crianças está cheio de aventuras. A minha maior alegria será vê-las crescer e tornarem-se pessoas boas”, acrescenta a Irmã Rita.

Comunidade

Sister Rita Kurochkina

“Eu escolhi esta congregação especificamente por causa da Virgem Maria. Desde muito cedo que, para mim, Maria vem sempre em primeiro lugar”, contou a Irmã Rita. A congregação das Irmãs da Imaculada Conceição da Bem-Aventurada Virgem Maria foi fundada na Polónia na década de 1850. Até aos nossos dias, a congregação está presente principalmente na Polónia, mas também em vários países da Europa de Leste, como o Cazaquistão. As religiosas orientam escolas, jardins de infância e orfanatos na maioria dos lugares onde estão presentes. Em Kapshagay, no Cazaquistão, uma das missões das religiosas é cuidar das crianças. Começou em 2001, com um sacerdote italiano que criou um centro católico na periferia da cidade. Depois de se ter instalado, começou a oferecer sopa à comunidade e verificou que vinham muitas crianças para a refeição quente. E percebeu que aquelas crianças tinham fugido de casa. Por isso, pediu às Irmãs que cuidassem delas.

Vocação

Sister Rita Kurochkina

A Irmã Rita Kurochkina tomou a decisão de se tornar religiosa há 10 anos. Nasceu e cresceu numa família que não praticava a fé. Aos 14 anos, tomou a iniciativa de se preparar para o baptismo. “A partir daquele dia, passei a ir à Missa todos os dias”, disse. Quando decidiu entrar no convento, a mãe não aprovou e recusou-se a dar autorização. A Irmã Rita não queria entrar na congregação sem o consentimento da mãe. Levou um ano, depois de estar longe de casa a cuidar da tia, até finalmente receber a autorização da mãe. “A minha mãe mudou de opinião quando percebeu que eu teria uma vida normal. Ela viu como eu estava infeliz por não poder entrar na congregação e agora vê como estou feliz”.

Missão

Sister CécireHá alguns anos, no Ruanda, costumava haver famílias grandes e os familiares cuidavam uns dos outros, explicou a Irmã Bellancila. Essa tradição mudou. Muitos idosos agora vivem sozinhos porque os filhos vivem na cidade e outros perderam os filhos durante o genocídio. “Desde criança que eu sonhava cuidar de pessoas idosas“, disse a Irmã Cécire. “Deus escolheu-me para fazer este trabalho“, acrescenta. As oito irmãs em Masaka trabalham num centro de saúde, num jardim de infância, em escolas e também visitam pessoas nas suas casas. “O nosso povo sofre com as consequências da guerra. Perdemos muito e isso afecta-nos até hoje. Há muitos órfãos, muitos idosos abandonados, muitas famílias destruídas, é por isso que temos de espalhar o amor de Deus. Se nos amássemos como Jesus, estaríamos dispostos a ajudar os pobres, os doentes e os que mais sofrem. O amor é a coisa mais importante para uma pessoa ser livre e feliz ”.

Comunidade

Sister Cécire

São Vicente Pallotti, o precursor da Acção Católica e fundador dos Palotinos, destinou grandes quantias de dinheiro para os desfavorecidos. Ele criou associações para trabalhadores, escolas agrícolas, associações de empréstimo, orfanatos e lares para meninas. A sua missão era salvar tantas almas quanto possível para Cristo. “O nosso fundador era um homem muito santo. Ele ajudou os simples, os pobres, os órfãos e os doentes. Muitas jovens sentem-se atraídas pelo nosso carisma. Querem entrar na congregação porque estão impressionadas com o trabalho que as Irmãs fazem na comunidade. Além disso, sentem a alegria e o amor com que as Irmãs fazem tudo”, explicou a Irmã Bellancilla. A Irmã Cécire foi uma das pessoas que se sentiu profundamente tocada pela vida de São Pallotti. “Ele não colocou limites para ajudar as pessoas. O seu exemplo foi o que me motivou para me tornar uma irmã palotina. Oferecer a minha vida aos outros é a minha maneira de agradecer a Deus”.

Vocação

Sister Cécire

“Eu poderia ter tido uma vida diferente, poderia ter casado, poderia ter tido filhos”, disse a Irmã Cécire. Esta mulher de 49 anos de Masaka, no Uganda, tem três irmãs e um irmão. Quando anunciou à família a sua decisão de abraçar o chamamento do Senhor, eles não ficaram satisfeitos. Renunciou à sua carreira profissional para se tornar religiosa. Por mais difícil que tenha sido, a Irmã Cécire afirmou que as dificuldades fortaleceram a sua vocação e a sua fé. “Eu poderia ter tido uma família, mas isso não seria suficiente para mim. O amor em mim é maior. O amor de Deus inunda-me e transborda. Sinto-me livre para amar toda a gente. A minha família é maior do que os laços de sangue. A minha família é toda a minha aldeia”, disse. “Quando amamos e fazemos tudo com amor, não nos cansamos porque ficamos felizes por partilhar o que recebemos”.

Irmã Klara Sviderska / Ucrânia

Congregação de São Bento

© ACN

Missão

Sister Klara Sviderska

“Sede sempre alegres. Orai sem cessar. Em tudo dai graças. Esta é, de facto, a vontade de Deus a vosso respeito em Jesus Cristo.” (1 Ts 5,16-18). O carisma monástico da ordem beneditina dá testemunho desta vocação cristã. Elas rezam e trabalham dia e noite para melhor louvar e servir o Senhor. No convento contemplativo de São Bento, em Zytomierz, as religiosas vivem em clausura e a Irmã Klara explica: “Não estamos completamente isoladas do mundo porque as nossas orações nos ligam ao mundo inteiro. Rezamos pelas pessoas de todas as nações. Ficamos cá dentro a rezar para ajudar as pessoas que estão lá fora.” A Irmã também dá um conselho: “As pessoas deviam ler a Bíblia com mais frequência, deviam ouvir Deus com mais frequência, deviam apaixonar-se por Ele. A pobreza não é apenas material, mas também quando não ouvimos Deus. Somos pobres quando fazemos o que a nossa natureza humana nos diz para fazer. Viver com Deus é ser rico. Ele é luz. Quanto mais O ouvirmos, mais a Sua luz brilhará sobre nós.”

Comunidade

Sister Klara Sviderska

“Normalmente, ninguém escolheria viver em pobreza, castidade e obediência a Deus. É um chamamento. A nossa vocação não é uma escolha, mas uma resposta ao chamamento do Senhor”, disse a Irmã Klara. As religiosas beneditinas vivem de acordo com a Regra de São Bento, que apresenta ensinamentos sobre as virtudes monásticas básicas, bem como directrizes para a vida diária. “O nosso primeiro dever é a oração. Acompanha várias outras responsabilidades, por exemplo, a vida comunitária. Temos dois votos especiais. Um chamado stabilitas loci, que significa que fazemos o voto de viver permanentemente num só lugar. O outro é a conversão moral, vivemos somente como Deus nos aconselha”, explica a Irmã Klara. Embora as irmãs não façam voto de silêncio, há horas de silêncio rigoroso e, noutras ocasiões, mantém-se o silêncio tanto quanto possível. “É preciso saber viver consigo mesmo”, disse a irmã. Na sua comunidade, as 18 irmãs que vivem no convento levam uma vida humilde de silêncio e oração.

Vocação

Sister Klara Sviderska

Nascida no seio de uma família católica na Ucrânia, a Irmã Klara Sviderska tem dois irmãos, um que também abraçou a vida religiosa como ela, e outro casado e com filhos. Há 21 anos que vive no convento de Zytomierz. Antes disso praticou medicina. “Eu era uma rapariga normal, feliz e gostava de me divertir. Sempre quis ter uma família, um bom marido e muitos filhos. Agora tenho isso tudo. Eu costumava ir à Missa todos os dias e rezava para ter um marido. Certa vez, durante a Adoração, compreendi que deveria aceitar Jesus como meu noivo. No entanto, levei dois anos para assumir um compromisso”, disse a Irmã Klara. “Nunca quis viver num convento de clausura. Nunca pensei que o faria. Um dia vi claramente que deveria oferecer a Jesus o que Ele me ofereceu primeiro, a minha vida. Eu não deveria viver como desejava, mas de acordo com a Sua vontade”.